Quando entro no quarto
Não consigo evitar
A vontade é tão grande
Quero te dar o silêncio
perfeito e tranquilo
Entro em transe
quando ouço os seus gritos loucos no escuro
E a cada facada
Sinto muito te amar!
Meu desejo é insensível
Um tanto quanto incompreensível
Não me julgue por adorar a sua carne macia
O jantar está pronto!
É assim que eu chamo
Toda vez que apunhaloo seu coração
E acerto o machado no seu córtex cerebral
Só depois,corto em pedacinhos
tão tristes
Meu olhar fica fascinado
ao ver seu empenho brilhante
nesta cena grotesca
como um trash movie
de meu ímpeto compulsivo
Nem tão obsessivo
Talvez,um pouco agressivo
Perdoe,esta humilde demonstração
É um grande prazer
Te demonstrar meu grande afeto
Com as manchas de sangue no seu lençol
Vai ser um pouco difícil
e será irresistível esconder
Seu corpo profano
em meio aos atos loucos
Ainda não sei o que fazer?
Se queimo ou devoro?
O seu cadáver
De uma beleza febril em retalhos
Tenho medo de não fazer jus a ópera de sua morte.
sábado, 14 de novembro de 2009
AGULHAS
Malditas agulhas!
Insanos punhais!
Aprofundando-se neste corpo que geme
Pérfida agonia massageando entranhas
As vespas na escuridão
Ver sua pele sangraré a perfeição!
Quando minhas mãos te ferem
Parece intenso!
Saborear a sua matéria
Jorrando por todos os poros
Neste ritual glorioso
Saciado,estarás?
Ao me ver em carne exposta.
Com os ossos latejando
Generoso,serás?
Oferecendo o verme aos outros
É uma oferenda aos sábios.
Se aproveite de cada curva
Linha
Poros!
Exponha o todo em torpor.
Insanos punhais!
Aprofundando-se neste corpo que geme
Pérfida agonia massageando entranhas
As vespas na escuridão
Ver sua pele sangraré a perfeição!
Quando minhas mãos te ferem
Parece intenso!
Saborear a sua matéria
Jorrando por todos os poros
Neste ritual glorioso
Saciado,estarás?
Ao me ver em carne exposta.
Com os ossos latejando
Generoso,serás?
Oferecendo o verme aos outros
É uma oferenda aos sábios.
Se aproveite de cada curva
Linha
Poros!
Exponha o todo em torpor.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
ÚLTIMO
Insólitas duas horas
Comparadas a um grão
O reflexo no espelho
ficou gravado
Gerou-me uma dúvida concreta
Há um modo de recordar tudo?
Suponho,que uma cama
cheirando a merda e urina
Seja o melhor lugar para recordar
Os vilões de branco
revelam sua identidade
E se desligam de seu alimento
Entregam um cheque sem fundos
Saem pela porta
na companhia da navalha
Quase todos são enganados
Acreditam em uma vida eterna
Ou em uma incrédula
salvação
Nem todos são estúpidos assim
Bem,eu creio
Ainda creio,que uma dose de vinho
seja a melhor libertação de todas
Os lencóis foram trocados
A metade da rua foi atravessada
Lá bem no meio da estrada,
uma estrela sangrava
Anorexia,era o seu nome
O trânsito a escondeu
e vestígios de sua agonia
ainda brilhavam
A ansiedade nestes minutos
é extremamente cruel
Tentativas de apressar
são sutis e assustadoras
Prolongar,só aumenta o terror.
Deveria,eu agradecer?
Seria inútil
implorar compaixão
Tantas vozes e faces diferentes
Febris,estrangeiras
E nenhuma neste berço
Sempre me disseram
És jovem demais
Que ridículo!
Parece cômico.
Jovem?
Os ossos escolhem idade?
Apodrecem e não avisam
Assim,como a carne
Somos todos,um bando de seres podres
Aguardando,a hora certa para feder
em algum terreno baldio.
Comparadas a um grão
O reflexo no espelho
ficou gravado
Gerou-me uma dúvida concreta
Há um modo de recordar tudo?
Suponho,que uma cama
cheirando a merda e urina
Seja o melhor lugar para recordar
Os vilões de branco
revelam sua identidade
E se desligam de seu alimento
Entregam um cheque sem fundos
Saem pela porta
na companhia da navalha
Quase todos são enganados
Acreditam em uma vida eterna
Ou em uma incrédula
salvação
Nem todos são estúpidos assim
Bem,eu creio
Ainda creio,que uma dose de vinho
seja a melhor libertação de todas
Os lencóis foram trocados
A metade da rua foi atravessada
Lá bem no meio da estrada,
uma estrela sangrava
Anorexia,era o seu nome
O trânsito a escondeu
e vestígios de sua agonia
ainda brilhavam
A ansiedade nestes minutos
é extremamente cruel
Tentativas de apressar
são sutis e assustadoras
Prolongar,só aumenta o terror.
Deveria,eu agradecer?
Seria inútil
implorar compaixão
Tantas vozes e faces diferentes
Febris,estrangeiras
E nenhuma neste berço
Sempre me disseram
És jovem demais
Que ridículo!
Parece cômico.
Jovem?
Os ossos escolhem idade?
Apodrecem e não avisam
Assim,como a carne
Somos todos,um bando de seres podres
Aguardando,a hora certa para feder
em algum terreno baldio.
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