sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CINEMA

''O dia em que a Floresta Parou''.
Este curta foi uma produção coletiva,da galera da Oficina Cultural Luiz Gonzaga.

http://www.youtube.com/watch?v=14wD53453u8&feature=channel

CINEMA

Eis,os curtas que realizei.

O primeiro,se chama Privado,argumento escrito por mim.E a produção foi coletiva,na Oficina Cultural Alfredo Volpi.

http://www.youtube.com/watch?v=pU8JaYI4ogc

sábado, 14 de novembro de 2009

Versos Assassinos

Quando entro no quarto
Não consigo evitar
A vontade é tão grande
Quero te dar o silêncio

perfeito e tranquilo
Entro em transe

quando ouço os seus gritos loucos no escuro
E a cada facada
Sinto muito te amar!

Meu desejo é insensível
Um tanto quanto incompreensível
Não me julgue por adorar a sua carne macia
O jantar está pronto!

É assim que eu chamo
Toda vez que apunhaloo seu coração
E acerto o machado no seu córtex cerebral


Só depois,corto em pedacinhos
tão tristes
Meu olhar fica fascinado

ao ver seu empenho brilhante
nesta cena grotesca
como um trash movie
de meu ímpeto compulsivo

Nem tão obsessivo
Talvez,um pouco agressivo
Perdoe,esta humilde demonstração

É um grande prazer
Te demonstrar meu grande afeto
Com as manchas de sangue no seu lençol

Vai ser um pouco difícil
e será irresistível esconder
Seu corpo profano
em meio aos atos loucos

Ainda não sei o que fazer?
Se queimo ou devoro?
O seu cadáver
De uma beleza febril em retalhos
Tenho medo de não fazer jus a ópera de sua morte.

AGULHAS

Malditas agulhas!
Insanos punhais!

Aprofundando-se neste corpo que geme
Pérfida agonia massageando entranhas

As vespas na escuridão
Ver sua pele sangraré a perfeição!


Quando minhas mãos te ferem
Parece intenso!

Saborear a sua matéria
Jorrando por todos os poros

Neste ritual glorioso
Saciado,estarás?
Ao me ver em carne exposta.
Com os ossos latejando

Generoso,serás?
Oferecendo o verme aos outros

É uma oferenda aos sábios.
Se aproveite de cada curva


Linha
Poros!
Exponha o todo em torpor.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ÚLTIMO

Insólitas duas horas
Comparadas a um grão
O reflexo no espelho
ficou gravado


Gerou-me uma dúvida concreta
Há um modo de recordar tudo?
Suponho,que uma cama
cheirando a merda e urina
Seja o melhor lugar para recordar
Os vilões de branco
revelam sua identidade
E se desligam de seu alimento
Entregam um cheque sem fundos
Saem pela porta
na companhia da navalha


Quase todos são enganados
Acreditam em uma vida eterna
Ou em uma incrédula
salvação
Nem todos são estúpidos assim


Bem,eu creio
Ainda creio,que uma dose de vinho
seja a melhor libertação de todas


Os lencóis foram trocados
A metade da rua foi atravessada
Lá bem no meio da estrada,
uma estrela sangrava
Anorexia,era o seu nome
O trânsito a escondeu
e vestígios de sua agonia
ainda brilhavam


A ansiedade nestes minutos
é extremamente cruel
Tentativas de apressar
são sutis e assustadoras
Prolongar,só aumenta o terror.
Deveria,eu agradecer?
Seria inútil
implorar compaixão
Tantas vozes e faces diferentes
Febris,estrangeiras
E nenhuma neste berço

Sempre me disseram
És jovem demais
Que ridículo!
Parece cômico.

Jovem?
Os ossos escolhem idade?
Apodrecem e não avisam
Assim,como a carne
Somos todos,um bando de seres podres
Aguardando,a hora certa para feder
em algum terreno baldio.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Blog do Projeto Jogatina

Este é o blog oficial do Projeto Jogatina:


http://projetojogatina.weebly.com/

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

My Space

Ei,pessoal!Este é o My Space,do Projeto Jogatina.É uma série de 4 curtas,com a temática de jogos.Vamos trabalhar com xadrez,dama,dominó e cartas.As gravações vão ocorrer nos dias 31 outubro,01 e 02 de novembro

Oficina

Este é o vídeo da minha oficina de Fotojornalismo

http://www.youtube.com/watch?v=4T1lZyEV5-E

domingo, 18 de outubro de 2009

ASAS VERMELHAS

Estava sentada no sofá,assistindo qualquer porcaria televisiva.Ouvi um granido,vindo do andar de cima.Não me importei e voltei ,ao meu ritual de alienação.
Algumas horas depois,com o sono pesando meus olhos,resolvi me transferir para o andar de cima.
Subi as escadas,perambulando.Abri a porta do meu quarto,entrei,caminhando em direção ao meu berço.Estava em transe,tomada por um cansaço incontrolável.
Lançei-me aos braços do meu travesseiro e mergulhei no universo dos sonhos.
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Durante a madrugada,no meio de um sonho,no qual me afogava,tomei-me por um impulso e despertei.Abri os olhos e estava engasgada.Quase asfixiada.Não conseguia me mover.
Meu corpo estava gélido e meus músculos endurecidos.Meu rosto,tomado por um tom púrpura,que se espalhava por todo o meu corpo.
As mãos cadavéricas em contraste com os meus olhos arregalados,buscando explicações.
A vida não penetrava em minhas narinas.
Embora,estivesse morrendo,conseguia ouvir um granido,que vinha da janela.O som da noite anterior.O ruídos sem importância.
Lá estava eu,jogada na cama,com a boca aberta e os olhos arregalados.Estava morta.Com uma pena vermelha.Isso mesmo!
Uma pena de tamanho médio e de cor vermelho-sangue.O vento vindo da janela,a conduziu até a minha garganta.
A janela se fechou e o quarto se encheu de penas vermelhas.E só se ouvia um granido distante.

A SAGA

Vista-se de um tom hostil
Debaixo do céu tão negro
Um pequeno deslize de fragilidade
Ainda tomará sua pele

Cante por minhas batalhas
e ao som de suas flechas
O conforto surgirá

Apenas,os contos silenciosos
queimados como cinzas
Irão segurar nas mãos
dos fracos

Vozes selvagens
irmãs dos lobos
vieram me buscar

E na busca profunda
O conforto surgirá
Famosas palavras
choram em seu corpo
andando por estradas longas
e derradeiras
O conforto não existirá.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

EVOLUÇÃO



Cultuo o ranger dos dentes
Embriagados no porão
Amistosos
Na companhia de ratos cadavéricos
As olheiras de tua face
Em sinfonia com as rugas da alma
Os espasmos viciosos
de teus membros mutilados
Com os jatos infindos
de teu sangue arterial
As pupilas saltadas
Desbravando o quarto
Soterrado pelo mofo
e o ar contaminado
Procriando com teu cheiro
insuportável
O odor da digestão pútrida
Cão sarnento
em ulcerações
Sabor do intestino podre
O feto gerado no hábitat fecal
Venero tua constante evolução
Nascido de um útero verminoso
E ao fim
Retorna ao lar
onde será alimento
de seus progenitores

UM VELHO SOM

Era áspero!
E congelado
O outono o tornava solitário


Era amargo!
E vil
A ferida o arranhara


Era seco
E estúpido
Um velho rosto o engolira


Era turvo
E abominável
O sangue o libertara


Era calado
E morto
A perdição lhe devorara

O Necrófilo

Deixe o silêncio no quarto
A sombria imagem turva da morte
Os passos surdinos na escada
O disparo cerebral.
Digitais encobertas
As clássicas luvas pretas

Portas trancadas.
Janelas quebradas.
Lençóis revirados.
O sangue derramado!

Nunca penetre seu inconsciente
A planta carnívora da paixão é arrogante e tépida
Deflora labirintos
Mascaradas na extensão do prazer

Portas arrombadas.
Vidros estilhaçados.
Lençóis manchados.
Coxas dilaceradas!

Um grito manchado no espelho,
vermelho berrando no reflexo.
Uma língua tão desfrutada
Tontura e pele rasgada
Noite,vazio e sexo!
O sêmen recebido.
Atraído!

As taças desenham o batom
E o vinho fervente e sonífero
Calou os ecos!

Os saltos jogados e quebrados.
O vestido tão vermelho,em frangalhos.
Aprisionando os golpes do infortúnio.

O travesseiro desenhando os miolos,
o manjar dos demônios
A face assustadora.
Cadavérica!
Derramava uma única lágrima paralisada

O calibre 38
Os intestinos expostos.
A saliva alimentada.
O algoz desesperado.
Trepando ao som de violinos.
Saboreando tripas violadas

Portas quebradas
Janelas assaltadas
Lençóis rasgados
As mãos ensaguentadas
A arma disparada!

O CRIME

Não há comunicação
Uma dúzia de fotografias tão facéis de se apagar
Espero na banheira com a navalha
Não há comunicação
O sarcasmo ainda ronda a esquina,
como a raposa dos seus dias.
Entre nós o fio que se rompe ao despertar.

Entre as coisas mortas na cabeceira
Toquei você
Entre a voz que gritava e o rosto do desespero
Abracei você
Entre as colinas e a queda derradeira
Matei você!

Não há canção.
O verso na travessia da morte
Não há canção
A pele queima no orgulho dos espinhos
Rompo minha verdade
Não há canção
Devolvo a crueldade
Não há canção
Entre nós um vazio,
e um desejo insano de me matar

Entre as coisas mortas na cabeceira
Toquei você
Entre a voz que gritava e o rosto do desespero
Abracei você
Entre as colinas e a queda derradeira
Matei você!

Teus erros e o silêncio da verdade.
O palco está armado,
e a loucura terminou

NEGAÇÃO

Meu sonífero prometeu ficar
Em uma poeira lacônica
Viu um jovem louco
cair nos braços de um penhasco

Incoerente vasculhava o deserto
Inconsciente inundava a pia
Inconsequente encarou o incerto

Seus pés já exaustos de peregrinação
Ou da glória do estrangeiro
Criavam bolhas e desconforto

Em frívolos gemidos
Erguia a taça da desforra
Cansaço e doença o executavam
Aniquilou o inconstante,

pulou em alguma nuvem seguiu cego
Adentrou vários reinos
E se retirou.

LAMA


Três milhas eu andei,até a frase se encerrar
Três chances eu desperdicei
Até alcançar você
Seguindo seu trem
Correndo pra bem longe
Acordando em uma ponte
Perdido nos próprios pesadelos
Sonhando com rosas mortas
jogadas pelo chão

Se um dia eu sumir pra bem longe
Se um dia eu quiserver através
Tente sempre me lembrar
A rima certa

Olhe pelo vidro
Olhe minha vida
Escorrendo como lama

E os dias são os mesmos
Não posso brilharcomo antes
Isso consome tudo