sexta-feira, 16 de outubro de 2009
EVOLUÇÃO
Cultuo o ranger dos dentes
Embriagados no porão
Amistosos
Na companhia de ratos cadavéricos
As olheiras de tua face
Em sinfonia com as rugas da alma
Os espasmos viciosos
de teus membros mutilados
Com os jatos infindos
de teu sangue arterial
As pupilas saltadas
Desbravando o quarto
Soterrado pelo mofo
e o ar contaminado
Procriando com teu cheiro
insuportável
O odor da digestão pútrida
Cão sarnento
em ulcerações
Sabor do intestino podre
O feto gerado no hábitat fecal
Venero tua constante evolução
Nascido de um útero verminoso
E ao fim
Retorna ao lar
onde será alimento
de seus progenitores
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