Não há comunicação
Uma dúzia de fotografias tão facéis de se apagar
Espero na banheira com a navalha
Não há comunicação
O sarcasmo ainda ronda a esquina,
como a raposa dos seus dias.
Entre nós o fio que se rompe ao despertar.
Entre as coisas mortas na cabeceira
Toquei você
Entre a voz que gritava e o rosto do desespero
Abracei você
Entre as colinas e a queda derradeira
Matei você!
Não há canção.
O verso na travessia da morte
Não há canção
A pele queima no orgulho dos espinhos
Rompo minha verdade
Não há canção
Devolvo a crueldade
Não há canção
Entre nós um vazio,
e um desejo insano de me matar
Entre as coisas mortas na cabeceira
Toquei você
Entre a voz que gritava e o rosto do desespero
Abracei você
Entre as colinas e a queda derradeira
Matei você!
Teus erros e o silêncio da verdade.
O palco está armado,
e a loucura terminou
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