Deixe o silêncio no quarto
A sombria imagem turva da morte
Os passos surdinos na escada
O disparo cerebral.
Digitais encobertas
As clássicas luvas pretas
Portas trancadas.
Janelas quebradas.
Lençóis revirados.
O sangue derramado!
Nunca penetre seu inconsciente
A planta carnívora da paixão é arrogante e tépida
Deflora labirintos
Mascaradas na extensão do prazer
Portas arrombadas.
Vidros estilhaçados.
Lençóis manchados.
Coxas dilaceradas!
Um grito manchado no espelho,
vermelho berrando no reflexo.
Uma língua tão desfrutada
Tontura e pele rasgada
Noite,vazio e sexo!
O sêmen recebido.
Atraído!
As taças desenham o batom
E o vinho fervente e sonífero
Calou os ecos!
Os saltos jogados e quebrados.
O vestido tão vermelho,em frangalhos.
Aprisionando os golpes do infortúnio.
O travesseiro desenhando os miolos,
o manjar dos demônios
A face assustadora.
Cadavérica!
Derramava uma única lágrima paralisada
O calibre 38
Os intestinos expostos.
A saliva alimentada.
O algoz desesperado.
Trepando ao som de violinos.
Saboreando tripas violadas
Portas quebradas
Janelas assaltadas
Lençóis rasgados
As mãos ensaguentadas
A arma disparada!
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